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Centro Cultural de Cascais

Edifício secular, o Centro Cultural de Cascais nasceu da reabilitação do antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade. Abriu as suas portas a 15 de maio de 2000 e constitui hoje um espaço multidisciplinar, especialmente vocacionado para as artes visuais. Dispõe ainda de um acolhedor auditório com capacidade para 144 lugares, adequado ao acolhimento de conferências, seminários, pequenos concertos de música e performances, bem como uma agradável cafetaria servida por uma esplanada localizada num pátio interior. O convento foi edificado por iniciativa do IV Conde de Monsanto, D. António de Castro, que nele desejava instalar o primeiro Colégio Português de Filosofia, tendo as obras sido concluídas em 1641. A história do convento até 1834, está descrita na Crónica das Carmelitas Descalças, ordem religiosa que o ocupou até essa data. Quando nesse ano as ordens religiosas foram extintas, o convento ficou votado ao abandono e em ruína. Depois de passar por diversos proprietários foi adquirid...

Forte de Santo António da Barra

Sua estrutura remonta à época da Dinastia Filipina, quando Filipe II de Espanha incumbiu o engenheiro militar e arquiteto napolitano frei Giovanni Vicenzo Casale, de elaborar um estudo para melhoria do sistema defensivo da barra de Lisboa (1586), então sob ameaça de corsários ingleses e holandeses. É Casale - também encarregado das obras de ampliação da Torre de Belém e do Forte da Cabeça Seca o autor da traça desta fortificação, iniciada em 1590. Apesar da concordância do monarca acerca do primeiro esboço que lhe foi apresentado - uma fortificação de pequenas dimensões em taipa, revestida em madeira e alvenaria, o mesmo foi substituído por um novo, mais ambicioso, que adaptou uma planta quadrangular, com baluartes nos vértices. Pelo lado do mar, foi erguida uma construção amuralhada de planta retangular, ao longo das faces internas dos baluartes, com a função de bateria baixa, com artilharia, o corpo da guarda e a entrada rasgados na parede sudoeste. O forte era envolvido por um fo...

Museu Condes de Castro Guimarães

Localizado no interior do Parque Marechal Carmona, o Museu Condes de Castro Guimarães é o mais antigo espaço museológico do concelho. Inaugurado em 1931, foi dirigido por figuras de grande prestígio no meio cultural português, como por exemplo João Couto, Carlos Bonvalot, Branquinho da Fonseca e Maria Alice Beaumont. Em 1932, Fernando Pessoa candidatou-se ao cargo de conservador, porém não foi admitido por falta de habilitações. A Torre de S. Sebastião, atual Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, data do início do século XX e foi edificada por iniciativa do aristocrata Jorge O'Neil. Obra notável da arquitetura romântica, a Torre de S. Sebastião fascina pela mistura de estilos e por um envolvente misticismo que faz imaginar histórias de outros tempos. Em 1910, o palácio foi vendido aos Condes de Castro Guimarães que, após procederem a algumas alterações, passaram a habitá-lo grande parte do ano. O bom gosto do casal refletiu-se na aquisição de peças de arte e mobiliár...

Casa das Histórias Paula Rego

A Casa das Histórias Paula Rego é um museu de Arte em Cascais, e tem como missão o conhecimento e fruição da obra de Paula Rego e suas ligações artísticas. Foi inaugurado em Setembro de 2009, com a presença da artista, do Presidente da Câmara Municipal de Cascais, António Capucho, e do Presidente da República, Cavaco Silva. Constituído por vários corpos em betão vermelho e rodeado por árvores, o edifício é da autoria do arquitecto Eduardo Souto de Moura e venceu o Prémio Secil de Arquitectura 2010. A Casa das Histórias acolhe uma exposição permanente com obras de Paula Rego e duas exposições temporárias por ano.

Cidadela de Cascais

A Cidadela de Cascais localiza-se na Vila, Freguesia e Concelho de mesmo nome, Distrito de Lisboa, em Portugal. Na margem direita do rio Tejo, trata-se de um complexo fortificado que compreende ainda, o Forte de Nossa Senhora da Luz de Cascais, e a Torre de Santo António de Cascais. O conjunto tinha a função de defesa daquele trecho da costa, acesso à capital, Lisboa. Atualmente, serve de residência de verão, ao Presidente da República Portuguesa. À época da Dinastia Filipina, sob o reinado de Filipe II de Espanha (1580-1598), foi projetada a ampliação e reforço desta defesa, inscrita no vasto plano de defesa da barra do rio Tejo (1590). Esse projeto, entretanto, não chegou a ser plenamente implementado, tendo se limitado ao reforço e ampliação da primitiva torre que, tendo recebido planta no formato triangular, foi reinaugurada sob a invocação de Nossa Senhora da Luz. Após a Restauração da Independência de Portugal, a idéia do projeto filipino foi retomada, tendo a chamada Cidadel...